Muitas felicidades!

Depois de 1965 saí da vila e não sei se a tradição continuou. Primos por favor! Me ajudem…

O dia nem bem amanhecia, as crianças já estavam de pé se arrumando para espalhar felicidades pela vila. (Isso é de quando ainda morávamos com o vovô.) Primeiro acordavam os moradores do casarão: os pais, os tios, o vô e a vó. Em alguns momentos chegavam os do tio Luiz: a Bena, a Zeca, o Selo e o Dimas, a gente formava um pequeno time e saia para acordar a vizinhança. Muito cedo, rezava a tradição, os primeiros a chegar ganhavam os melhores doces. O nosso grupo era quase sempre o primeiro a chegar no seu Fassini, que não tinha crianças e por isso tinha bastante doces para os primeiros. Depois a gente continuava até o tio Antônio, mas lá a gente sempre chegava atrasado, pois outro time, os do tio Ângelo: Quida, Zeca, Meri e Tade e tio Gervásio: Tarcísio, Maria Terezinha, Tide, Quinho e Remi chegavam primeiro…

Cassa do seu Facin (Ângelo Pio Isaías José Fassini e Olinda Fassini) no dia do casamento da tia Cacildes com o tio Osvaldo. Vários dos primos citados no texto estão na foto.

No caminho íamos encontrando os grupinhos que passavam de casa em casa, começávamos sempre no núcleo da vila e depois íamos cada vez mais longe até onde as pernas suportassem. Era preciso visitar o maior número possível de casas para distribuir as felicidades de um ano novo ao maior número possível de gentes. E depois esperar mais um longo ano para ter de novo uma oportunidade como esta de desejar felicidades e ganhar doces de novo.

Depois de 1965 saí da vila e não sei se a tradição continuou. Primos por favor! Me ajudem a resgatar as nossas tradições e aventuras, basta me passar uma ideia, algum detalhe, que eu escrevo e ponho neste blog para que no futuro as pessoas possam saber como era a nossa vida, o que foi nossa infância.