{"id":207,"date":"2019-04-30T13:24:46","date_gmt":"2019-04-30T16:24:46","guid":{"rendered":"http:\/\/liceobr.com\/trentin\/?p=207"},"modified":"2019-04-30T16:13:52","modified_gmt":"2019-04-30T19:13:52","slug":"a-pitangueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liceobr.com\/trentin\/?p=207","title":{"rendered":"A pitangueira"},"content":{"rendered":"\n<p>Pessoal os escritos em azul s\u00e3o links para mais hist\u00f3rias complementares. Para entender a hist\u00f3ria \u00e9 bom l\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos come\u00e7ar pela hist\u00f3ria que conhe\u00e7o. Quando conheci &#8220;a pitangueira&#8221; ela j\u00e1 era adulta e eu era ainda uma crian\u00e7a. A minha primeira refer\u00eancia \u00e9 que a pitangueira era t\u00e3o alta que eu n\u00e3o alcan\u00e7ava nos galhos por isso dependia dos maiores como o Pascoal, o Catarino ou algum outro que se dignasse a alcan\u00e7ar algumas frutas ou a me puxar para cima onde ficava encarapitado nos galhos comendo at\u00e9 as pitangas amarelas, porque as vermelhas eram colhidas primeiro pelos maiores. Talvez poucos saibam mas ela nem sempre esteva ao lado da capela, ela ficava ao lado da casa queimada. N\u00e3o! Ela n\u00e3o mudou de lugar. Na \u00e9poca n\u00e3o tinha capela, a nossa capela era na Esquina Boa Vista, hoje Boa Vista das Miss\u00f5es, o terreno, que hoje \u00e9 da escola mais o da capela j\u00e1 estavam reservados desde a \u00e9poca que queimou a casa do Beppi e da Pierina, nosso parente filho do tio Jorge Trentin, irm\u00e3o do Ant\u00e9rio. Acho que pode ter sido ele que plantou, pois n\u00e3o tinha nenhuma pitangueira nas redondezas. Na \u00e9poca tinha a <a href=\"http:\/\/liceobr.com\/trentin\/?p=86\">escola a antiga<\/a> que tinha os cepos altos e criava tatuzinho em baixo do assoalho, rec\u00e9m constru\u00edda, um gramad\u00e3o, no final a pitangueira e depois a casa queimada. Esta era a refer\u00eancia para localizar a pitangueira. Fora dali s\u00f3 tinha <a href=\"http:\/\/liceobr.com\/trentin\/?p=82\">pitangueira e cerejeiras<\/a> l\u00e1 pras bandas do seu Pedro e dos Cargnin, da gruta p\u00e1ra baixo. Como eu ainda n\u00e3o ia para a escola, tinha uns cinco ou seis anos, a pitangueira era somente uma referencia casual. Em 1959 nos mudamos para a morada nova, longe da vila e somente em 1961 comecei a frequentar a escola, j\u00e1 com 8 anos na \u00e9poca, a\u00ed \u00e9 que come\u00e7ou a verdadeira hist\u00f3ria de amor pela pitangueira. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/familia1959.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"464\"\/><figcaption>Nossa casa nova tendo em primeiro plano a M\u00e3e, Bazilides, gravida da Luisa, e os tr\u00eas mosqueteiros o L\u00e9o, eu e o Leonildo.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nesta \u00e9poca foi constru\u00edda a capela, tendo como refer\u00eancia a pitangueira, do outro lado da casa queimada. Ah! e tinha tamb\u00e9m um po\u00e7o, que depois foi aterrado para evitar algum acidente j\u00e1 que estava abandonado. Bem! Mas a constru\u00e7\u00e3o da capela separou a pitangueira da escola, isso teve pelo menos duas consequ\u00eancias: a professora n\u00e3o podia nos controlar no recreio e a gente chegava atrasado na escola por n\u00e3o ouvir a sineta. Para n\u00f3s, os l\u00e1 de casa, os filhos do seu Tat\u00e3o, o Verceli e o Jorge, os do seu Pedro, na \u00e9poca; Milvo, Minervino e Mauri e os Cargnin, Arcangelo e Domingos, mais tarde os do seu Julio Ferreira, e os do seu Alduino Casarin que mor\u00e1vamos daquele lado sempre possibilitava comer umas pitangas cedinho antes da aula.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as verdadeiras hist\u00f3ria da pitangueira que as meninas se referem talvez sejam as que aconteciam durante o recreio ou depois do ter\u00e7o de domingo \u00e0 tarde. Nesta \u00e9poca todos t\u00ednhamos tamanho suficiente para subir na \u00e1rvore. Grande parte dos meninos formava dois times para jogar bola, um era o Pascoal mais um goleiro e um jogador, contra o resto.  As meninas que ficavam sem p\u00e1tio para brincar de roda, de ca\u00e7ador, de rico e pobre de mar\u00e9. mar\u00e9. mar\u00e9 ou outro brinquedo, e se fosse \u00e9poca de pitanga iam para a pitangueira atr\u00e1s da igreja, a bem da verdade do lado, mas com rela\u00e7\u00e3o a professora atr\u00e1s. A\u00ed elas subiam na pitangueira e algum moleque safado ficava em baixo tentando ver aquilo que n\u00e3o devia. Por isso uma tinha que ficar espantando &#8220;os pi\u00e1&#8221;. \u00c9 claro que muitas vezes ia todo mundo misturado e a\u00ed ningu\u00e9m ligava pra isso. O problema \u00e9 que quando tocava a campainha as vezes n\u00e3o se ouvia e a\u00ed vinha xing\u00e3o e castigo para os atrasados. Depois a gente cresceu e a pitangueira tamb\u00e9m, pelos meus c\u00e1lculos ela est\u00e1 com aproximadamente 65 anos, \u00e9 claro! Ela deve ter nascido num ano aben\u00e7oado como 1953, j\u00e1 que gosta tanto de hist\u00f3ria e hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/trentin\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pitangueira.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-208\" width=\"180\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/liceobr.com\/trentin\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pitangueira.jpg 720w, https:\/\/liceobr.com\/trentin\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pitangueira-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><figcaption>A pitangueira de minha inf\u00e2ncia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Obrigado tia Tarcila por me lembrar do Beppi e da Pierina, eu n\u00e3o lembrava mais dos nomes deles. Um dia destes temos que conversar sobre os jogos de prenda, para escrever mais alguma hist\u00f3ria da vila.<\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoal os escritos em azul s\u00e3o links para mais hist\u00f3rias complementares. Para entender a hist\u00f3ria \u00e9 bom l\u00ea-las. Vamos come\u00e7ar pela hist\u00f3ria que conhe\u00e7o. Quando conheci &#8220;a pitangueira&#8221; ela j\u00e1 era adulta e eu era ainda uma crian\u00e7a. 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