{"id":276,"date":"2014-06-12T01:33:05","date_gmt":"2014-06-12T01:33:05","guid":{"rendered":"http:\/\/liceobr.com\/historia\/?p=276"},"modified":"2014-06-12T01:46:27","modified_gmt":"2014-06-12T01:46:27","slug":"o-rabo-de-bugio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liceobr.com\/historia\/?p=276","title":{"rendered":"O rabo de bugio"},"content":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria contada pela Neli, com reda\u00e7\u00e3o minha. Coloquem-se no lugar dela, acostumada a ver o pai bater no irm\u00e3ozinho mais novo, o Vicente no caso.<\/p>\n<p>Foi l\u00e1 por maio de 1967, o pai estava cortando rama de mandioca na lavoura l\u00e1 do fundo, n\u00e3o lembro onde o Toni e o Jo\u00e3o estavam. A m\u00e3e pediu para mim e o Vicente ir buscar batata na ro\u00e7a para cozinhar para o almo\u00e7o. A\u00ed n\u00f3s pegamos um saco de linhagem e uma enxada e fomos. O batatal ficava na v\u00e1rzea na lavoura que ficava depois do potreiro. Enquanto arranc\u00e1vamos as batatas pod\u00edamos ver o pai trabalhando na ro\u00e7a l\u00e1 em cima do morro, a\u00ed o Vicente falou que o pai tinha xingado ele. Eu tinha d\u00f3 dele porque o pai sempre xingava por qualquer coisinha, ele tamb\u00e9m apanhava muito.<br \/>\nQuando est\u00e1vamos voltando para casa tinha um trecho da estrada que eram dois trilhos por onde passava a carro\u00e7a e o resto era coberto de capim, que estava bem alto. O Vicente disse que ia amarrar os capins para o pai trope\u00e7ar quando passasse por l\u00e1. Eu fiquei quieta, n\u00e3o gostava das artes do Vicente, mas tamb\u00e9m n\u00e3o gostava de ver ele apanhando, e ele foi amarrando os capins de um lado com o outro dos trilhos.<br \/>\nChagamos em casa e fomos brincar, e quando foi perto do meio dia que o pai veio para almo\u00e7ar ele trope\u00e7ou nos capins e rebentou uma das varizes que ele tinha na perna e n\u00e3o parava mais de sair sangue. Ele chegou em casa j\u00e1 bem mal, a\u00ed a m\u00e3e fez curativo e conseguiu fazer parar o sangue. N\u00f3s est\u00e1vamos brincando no quarto quando ele disse que queria falar com o Vicente, porque ele tinha visto de l\u00e1 de cima que n\u00f3s t\u00ednhamos passado por l\u00e1.<br \/>\nA\u00ed eu fechei a porta do quarto e fiquei segurando e tranquei a tramela. A\u00ed o pai batia na porta e queria que eu abrisse, mas eu tinha d\u00f3 do Vicente e n\u00e3o queria v\u00ea-lo apanhar. Eu n\u00e3o abri a porta, ent\u00e3o o pai pegou o fac\u00e3o e enfiou na fresta da porta e abriu a tramela, eu ainda tentei segurar a porta, mas o pai tinha mais for\u00e7a. Quando o Vicente viu que o pai tinha aberto a tramela, pulou a janela e se foi pro mato a\u00ed s\u00f3 fiquei eu no quarto. Quando o pai entrou e me viu, ele disse que eu estava acobertando as artes do meu irm\u00e3o, e como ele tinha fugido eu \u00e9 que ia apanhar uma surra com a vara de rabo de bugio.<br \/>\nAt\u00e9 hoje ainda me d\u00f3i as varadas, mas apesar disso n\u00e3o fiquei com raiva, aprendi a n\u00e3o acobertar os erros dos outros, pois agora sei que era o jeito deles de educar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria contada pela Neli, com reda\u00e7\u00e3o minha. Coloquem-se no lugar dela, acostumada a ver o pai bater no irm\u00e3ozinho mais novo, o Vicente no caso. Foi l\u00e1 por maio de 1967, o pai estava cortando rama de mandioca na lavoura l\u00e1 do fundo, n\u00e3o lembro onde o Toni e o Jo\u00e3o estavam. 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