{"id":2,"date":"2013-10-27T02:12:30","date_gmt":"2013-10-27T02:12:30","guid":{"rendered":"http:\/\/liceobr.com\/historia\/?page_id=2"},"modified":"2024-01-05T11:07:53","modified_gmt":"2024-01-05T14:07:53","slug":"sample-page","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/liceobr.com\/historia\/?page_id=2","title":{"rendered":"* Piovesans no RS."},"content":{"rendered":"<p>A vinda da fam\u00edlia Piovesan ao Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica a italianada estava cansada de guerrinhas entre os donos das terras para os quais trabalhavam a meia e da fome que rondava suas vidas.<\/p>\n<p>Cansados de trabalhar feito escravos para uma meia d\u00fazia de ricos que vivia da renda que suas terras lhes proporcionavam e sabendo que ganhariam o dobro se estivessem trabalhando para si mesmos, n\u00e3o tiveram d\u00favidas quando foi oferecida a oportunidade de ter sua pr\u00f3pria terra e independ\u00eancia financeira, que dependia exclusivamente de seus esfor\u00e7os.<\/p>\n<p>Os italianos dessa \u00e9poca n\u00e3o mantinham o esplendor cultural de outrora; estavam divididos entre v\u00e1rios pequenos pa\u00edses independentes e rivais e, por esses fatores, com grande parte de sua popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de bastante dificuldade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Com todo esse sofrimento, entre pobreza, divis\u00e3o e guerras, a popula\u00e7\u00e3o italiana das d\u00e9cadas de 1860 e 1870 sentia muita dificuldade de sobreviv\u00eancia em sua pr\u00f3pria terra. Por isso, acabaram cedendo \u00e0s campanhas de emigra\u00e7\u00e3o fomentadas por pa\u00edses em ascens\u00e3o, entre o Novo Mundo (as Am\u00e9ricas) e o nov\u00edssimo Mundo (Oceania); para onde acabaram partindo, sem muito saberem como eram e como iam ser recebidos e adaptados nesses novos pa\u00edses.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico os italianos que migraram para o Brasil, a partir de 1875, foram estimulados pela Imperatriz Tereza Cristina, esposa do Imperador brasileiro Dom Pedro II (italiana de nascimento). Da mesma maneira como em gera\u00e7\u00f5es anteriores, os alem\u00e3es chegaram, a partir de 1824, estimulados pela Imperatriz Leopoldina, esposa do Imperador Dom Pedro I (nascida na \u00c1ustria e, portanto, de cultura germ\u00e2nica).<\/p>\n<p>Baseados nos dados do Padre Luizinho, podemos lembrar o seguinte:<\/p>\n<p>\u201cMovidos por dificuldades econ\u00f4micas, por persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou religiosas, ou simplesmente pelo desejo de aventurar-se pelo mundo, muitos europeus partiram para a Am\u00e9rica em busca de uma vida mais promissora. Dentre os italianos, o que mais pesava eram as dificuldades relacionadas com a pobreza e as guerras.\u201d<\/p>\n<p>Os agentes de imigra\u00e7\u00e3o faziam uma estrat\u00e9gica propaganda para a imigra\u00e7\u00e3o, financiados pelos governos interessados e pelas companhias de coloniza\u00e7\u00e3o e de navega\u00e7\u00e3o. Sem um controle do governo italiano e interessado em recrutar o maior n\u00famero de \u201ccabe\u00e7as\u201d, pintavam a imigra\u00e7\u00e3o como um passaporte para o c\u00e9u.<\/p>\n<p>Havia tamb\u00e9m um grupo contr\u00e1rio \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, como os propriet\u00e1rios de terras e empres\u00e1rios, que viam fugir a m\u00e3o de obra que exploravam; certos p\u00e1rocos que viam suas par\u00f3quias seculares ficarem desestruturadas pelo esvaziamento demogr\u00e1fico, e parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o, que buscavam uma legisla\u00e7\u00e3o mais restrita ao \u00eaxodo. Usavam folhetos para dissuadir os \u201ciludidos\u201d, como definiam os imigrantes: \u201cn\u00e3o abandonem a p\u00e1tria\u201d, \u201cn\u00e3o v\u00e1 ao Brasil\u201d, \u201cno Brasil se morre\u201d &#8230;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, diante da incompar\u00e1vel vantagem, as for\u00e7as contr\u00e1rias que vimos acima, tiveram pouco sucesso. A correspond\u00eancia trocada entre os que j\u00e1 haviam se atirado no \u201csalto no escuro\u201d da imigra\u00e7\u00e3o e os que permaneceram tamb\u00e9m, consiste num fator de influ\u00eancia.<\/p>\n<p>Com a vinda dos imigrantes para o Brasil, percebeu-se que os imigrantes n\u00e3o falavam a l\u00edngua italiana padr\u00e3o, mas sim uma l\u00edngua semelhante que, embora n\u00e3o se fale mais o v\u00eaneto primitivo, \u00e9 uma l\u00edngua latina de padr\u00f5es semelhantes \u00e0s l\u00ednguas do sul da Fran\u00e7a. A l\u00edngua padr\u00e3o s\u00f3 era usada para ocasi\u00f5es formais.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da It\u00e1lia de onde primeiro vieram, foi do V\u00eaneto, que se dividia em sete prov\u00edncias, dentre as quais, a crise era maior na de Vicenza, Treviso e Verona, pois ali, come\u00e7ou a se desenvolver a industrializa\u00e7\u00e3o. Os agricultores que complementavam sua renda com o trabalho artesanal ficaram sem emprego e sem ter mercado para colocar seus produtos, que n\u00e3o podiam competir com os feitos pelas f\u00e1bricas locais ou com os importados.<\/p>\n<p>Por isto, o norte da It\u00e1lia forneceu as primeiras grandes levas de emigrantes. A imigra\u00e7\u00e3o v\u00eaneta se concentrou no Sul do Brasil, palco para a cria\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias rurais isoladas quase sem comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por viverem, de certa forma, isolados na zona rural, esses italianos e descendentes foram o \u00fanico grupo que conseguiu manter o idioma vivo no Brasil, falado atualmente por alguns milhares de brasileiros. Esta l\u00edngua rara, contudo, sofreu forte influ\u00eancia do portugu\u00eas, e manteve express\u00f5es que desapareceram na It\u00e1lia. Para diferenci\u00e1-lo, utiliza-se hoje o nome talian.<\/p>\n<p>Os primeiros colonos que chegaram no Rio Grande do Sul escreviam para suas fam\u00edlias e amigos, contando as vantagens que encontraram na nova terra. E muitas vezes, omitiam as dificuldades. Assim, atra\u00edram novos imigrantes e por isto muitos dos que vieram para c\u00e1 s\u00e3o das mesmas localidades e at\u00e9 das mesmas fam\u00edlias. Calcula-se que, entre 1875 e 1914, entraram no estado entre 80 e 100 mil italianos.<\/p>\n<p>As col\u00f4nias criadas foram: Col\u00f4nia Caxias que deu origem a Caxias do Sul, Flores da Cunha, Farroupilha e S\u00e3o Marcos; Col\u00f4nia Dona Isabel que formou Bento Gon\u00e7alves; Col\u00f4nia Conde D&#8217;Eu que originou Garibaldi e Carlos Barbosa; Col\u00f4nia Silveira Martins que deu origem as cidades de Silveira Martins, Vale V\u00eaneto, Ivor\u00e1, Nova Palma, Faxinal do Soturno, S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine e Santa Maria.<\/p>\n<p>A col\u00f4nia de Silveira Martins recebeu este nome em homenagem ao senador ga\u00facho Gaspar Silveira Martins, um pol\u00edtico que defendia a imigra\u00e7\u00e3o. Mais tarde em 1877, passou a se chamar quarta col\u00f4nia de imigra\u00e7\u00e3o, pois foi a Quarta Col\u00f4nia Imperial de Imigra\u00e7\u00e3o Italiana, a quarta \u00e1rea onde foram distribu\u00eddas terras para os italianos que imigraram no final do s\u00e9culo XIX para o Estado. Aqui \u00e9 o primeiro reduto de Imigra\u00e7\u00e3o fora da Serra Ga\u00facha.<\/p>\n<h1>A fam\u00edlia Piovesan que veio para a quarta col\u00f4nia.<\/h1>\n<p>Segundo Pist\u00f3ia (1999), a hist\u00f3ria mais remota das ra\u00edzes da \u00e1rvore geneal\u00f3gica da fam\u00edlia Piovesan, tem origem nos montes V\u00eaneto da regi\u00e3o norte de Verona, onde se encontram um pequeno povoado chamado Piovezzano, distante cinco quil\u00f4metros e meio das margens do po\u00e9tico Lago de Garda Benaco. Essa hip\u00f3tese de o cl\u00e3 provir da pen\u00ednsula vem colaborando pela fisionomia, cor do cabelo e dos olhos dos descendentes que ostentavam consider\u00e1vel carga de sangue germ\u00e2nico.<\/p>\n<p>No entanto a fam\u00edlia de Giuseppe Piovesan saiu da regi\u00e3o do V\u00eaneto, que fica situada no nordeste da It\u00e1lia, fora da Pen\u00ednsula It\u00e1lica onde se localiza o contorno norte do mar Adri\u00e1tico (uma vasta plan\u00edcie entre os Alpes e a Laguna Veneta, onde est\u00e3o as ilhas da cidade de Veneza e arredores).<\/p>\n<p>Em Santa Cristina, moravam no segundo piso de uma casa, onde, no t\u00e9rreo criavam ovelhas. \u201cAs casas eram constru\u00eddas umas ao lado das outras, com falta de luz e pouca ventila\u00e7\u00e3o, os h\u00e1bitos de higiene eram escassos e o lixo se acumulava nas ruas estreitas. As casas dos mais pobres eram constru\u00eddas de duas pe\u00e7as, acrescida de uma estrebaria. Quando os invernos eram muito rigorosos, era costume passar todo o tempo junto aos animais, para poder se aquecer. Com isso a sa\u00fade, em contato com o bafo dos animais torna-se prec\u00e1ria\u201d (Righi, 2001).<\/p>\n<p>\u201cA alimenta\u00e7\u00e3o era pobre, baseada exclusivamente em cereais e hortali\u00e7as com alguns produtos derivados do leite. A polenta constitu\u00eda a base do almo\u00e7o e era sempre acompanhada de nabos, batata, feij\u00e3o e repolho. O peixe era escasso, o mesmo ocorrendo com as bebidas, exceto os vinhos\u201d (Righi, 2001).<\/p>\n<p>Da mesma forma que v\u00e1rias fam\u00edlias da regi\u00e3o do V\u00eaneto, Guiseppe Piovesan, vi\u00favo, decidiu vir para o Brasil. Juntamente com os filhos: Luiggi (25 anos) com sua esposa Elizabetha (25 anos) e seu filho Giuseppe Neto (com seis meses), \u00c2ngelo (18 anos), Luiggia (16 anos), Giovanni Marco (14 anos), \u00c2ngela (12 anos) e Maria (9 anos).<\/p>\n<div id=\"attachment_516\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-516\" class=\"wp-image-516 size-medium\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-300x163.jpg 300w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-600x327.jpg 600w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-150x82.jpg 150w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-768x418.jpg 768w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1-500x272.jpg 500w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Adria1.jpg 1240w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-516\" class=\"wp-caption-text\">Vapor ADRIA da Adria Hungarian Royal Maritime RT que fazia transporte mar\u00edtimo na \u00e9poca.<\/p><\/div>\n<p>Zarparam em 21 de dezembro de 1887, do Porto de Genova, Embarcaram no Vapor Adria e chegaram em Ilha das Flores no Rio de Janeiro em 15 de janeiro de 1888, dali sa\u00edram em 10 de fevereiro de 1888 rumo ao Rio Grande do Sul (o estado de posi\u00e7\u00e3o mais meridional do Brasil). Ficaram 26 dias no Rio de Janeiro \u00e0 espera de sua bagagem que havia sido extraviada.<\/p>\n<p>Foram ent\u00e3o aconselhados a prosseguir viagem chegaram a Porto Alegre (capital do Rio Grande do Sul) em 19 de fevereiro de 1888. Sobem o Rio Jacu\u00ed at\u00e9 a margem do Rio Taquari onde apanham um trem at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o col\u00f4nia, hoje chamada Camobi. Com o transporte muar (transporte com mulas de carga) do governo sobem at\u00e9 Silveira Martins e se alojaram em barrac\u00f5es, que eram dep\u00f3sitos de imigrantes junto \u00e0 pra\u00e7a da comiss\u00e3o de terra dessa ex-col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os primeiros tempos foram muito dif\u00edceis, ent\u00e3o Giuseppe e seus filhos mais velhos foram trabalhar como assalariados, na abertura de novas estradas, na ocasi\u00e3o abriam uma nova trilha desde o \u201cPasso Velho\u201d, onde confluem o Rio Soturno e o Lajeado Melo at\u00e9 o vilarejo Barrac\u00e3o. O restante da fam\u00edlia fazia biscates ou pedia esmolas em Silveira Martins. Para matar a fome, buscavam algumas aboboras cultivadas pelos caboclos na beira do rio.<\/p>\n<p>Terminando a abertura da estrada at\u00e9 o Soturno, Luiggi e \u00c2ngelo acompanhados do adolescente Giovanni Marco, foram para as bandas de Silveira Martins onde retiravam das matas dormentes para a estrada de ferro, na empresa dos Cauduro.<\/p>\n<p>Em dois de mar\u00e7o de 1888, uma triste not\u00edcia vem abalar o lar de Giuseppe, sua filha mais nova, Maria com nove anos e cinco meses, que havia engordado com os ares da Am\u00e9rica, misteriosamente foi v\u00edtima de morte s\u00fabita.<\/p>\n<p>Em 15 de mar\u00e7o de 1888, quando a estrada alcan\u00e7ou a localidade de Soturno, Giuseppe apressou-se para que a fam\u00edlia viesse morar em Soturno (Nova Palma), junto as margens do Rio Portela, sobre o lote n\u00ba 01 do povoado que ainda estava sendo projetado. Logo ap\u00f3s se mudaram para outro lote, o da fam\u00edlia Rigon n\u00b0 137 e finalmente Giuseppe compra o lote n\u00b0 141, onde construiu seu primeiro casebre em meados de abril de 1889 e seu filho mais velho adquiriu o lote n\u00b0 88. O lote n\u00b0 141 ficou com a fam\u00edlia at\u00e9 o ano de 1958, quando foi vendido para terceiros.<\/p>\n<p>Segundo relatos de Carlos Crestanello Piovesan que viveu na casa constru\u00edda neste lote, essa foi constru\u00edda de pedra de areia e coberta com tabuinhas feitas das \u00e1rvores que derrubaram para abrir o mato fazendo uma clareira para constru\u00e7\u00e3o da casa, uma vez que ali no lote n\u00b0 141 s\u00f3 havia mato.<\/p>\n<p>Esta casa era separada havia a cozinha e a sala e tamb\u00e9m uma oficina onde faziam baldes, portas, ou seja, m\u00f3veis em geral e em cima no sot\u00e3o colocavam gr\u00e3o para secar como milho, trigo, feij\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Os padres come\u00e7aram a suas pr\u00e1ticas religiosa nesta regi\u00e3o, em meados de 1889. Vindos de Vale V\u00eaneto (distrito pertencente \u00e0 cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine), eram acompanhados por Giuseppe, que ajudou muito com seu dom para ensinar, tanto como catequista como professor. Ele ajudava os padres a preparar as crian\u00e7as para a primeira comunh\u00e3o, batizar quando necess\u00e1rio, encomendar os mortos ou assistir moribundos, assim como puxar cantos e ter\u00e7o aos domingos.<\/p>\n<p>Muito atuante e s\u00e9rio com as quest\u00f5es religiosas, por longos anos ajudou os padres na catequiza\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes quando os padres n\u00e3o podiam vir por causa de enchentes ou outro motivo qualquer, Guiseppe tomava a frente nos trabalhos religiosos.<\/p>\n<p>Depois de longos anos, Giuseppe j\u00e1 doente e cansado da labuta foi morar com seu filho Luigi na linha Soturno. Ainda por algum tempo conseguiu cumprir com suas obriga\u00e7\u00f5es religiosas, mas por causa do rigor do inverno e da dist\u00e2ncia parou de frequentar aos trabalhos religiosos, seu corpo j\u00e1 estava no limite. Faleceu em 09 de setembro de 1909 \u00e0s 19 horas Giuseppe.<\/p>\n<p>Giovanni Marco o quinto filho de Giuseppe e Ant\u00f4nia Parizotto, completou o curso fundamental ainda na It\u00e1lia, era muito inteligente, mas n\u00e3o completou os estudos no Brasil, por falta de escola em Nova Palma onde se estabeleceram.<\/p>\n<p>Para garantir o sustento da fam\u00edlia Giovanni e seus irm\u00e3os por muito tempo trabalharam na mata tirando dormentes para a estrada de ferro ou extraindo madeira para a comercializa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de casas. Ficavam, \u00e0s vezes, dias longe do lar dormindo e comendo mal, no meio das matas.<\/p>\n<p>Mais tarde com a vinda do fumo para a regi\u00e3o houve a necessidade de construir galp\u00f5es para abrigar os produtos colhidos, ent\u00e3o Giovanni e seus irm\u00e3o come\u00e7aram cada vez mais a construir galp\u00f5es e casas. Sa\u00edam na segunda e voltavam aos s\u00e1bados.<\/p>\n<p>Em suas idas subindo e descendo as serranias de Geringon\u00e7a, hoje Novo Treviso, Guiseppe ficou fascinado pelo coro que ali se formava na casa dos Buzanello. Regido a partir de partituras, notas, compassos e instrumentos, executando magistralmente canto sacro e profano.<\/p>\n<p>Pediu a seu filho Giovanni Marco que fosse participar dos ensaios semanais e noturnos. Mesmo naquela dist\u00e2ncia, mais de vinte quil\u00f4metros, com estrada coberta por florestas subtropical e animais selvagens, o jovem de 20 anos perseverou tornando o Cl\u00e3 dos Piovesan at\u00e9 hoje famoso como cantores e m\u00fasicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por sua dedica\u00e7\u00e3o presentearam ao jovem Giovanni um diapas\u00e3o que usou como diretor no coro sacro da Igreja Matriz Sant\u00edssima Trindade de Nova Palma &#8211; RS at\u00e9 sua morte em 10 de dezembro de 1953. Seu filho Ant\u00f4nio tomou seu lugar tanto no canto como na maestria e ap\u00f3s sua morte seu filho Pio tomou o lugar. O legado de Giovanni Marco do canto \u00e9 perpetuado por seus netos e bisnetos at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<div id=\"attachment_517\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-517\" class=\"wp-image-517 size-medium\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni-300x294.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni-300x294.jpg 300w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni-600x587.jpg 600w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni-150x147.jpg 150w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni-306x300.jpg 306w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/giovanni.jpg 614w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-517\" class=\"wp-caption-text\">Esta \u00e9 a \u00faltima foto que temos de Giovanni Marco<\/p><\/div>\n<p>Giovanni Marco casou-se com Roza Rossato, em 30 de abril de 1895 e deste enlace teve nove filhos; Jos\u00e9, \u00c2ngelo, Ant\u00f4nio, Valentim, Augustinho, Maria Giusipina, Guido, Francisco e Benjamin.<\/p>\n<p>Roza faleceu em 1910 ao dar \u00e0 luz a Benjamin. Viuvo, casou-se novamente com Apol\u00f4nia Furgiarini e teve os filhos; Rosa, Constantino, Agnese, Eug\u00eanio e Ant\u00f4nia.<\/p>\n<p>Giovanni Marco passou muito trabalho para criar sua numerosa fam\u00edlia, principalmente quando perdeu sua primeira esposa ficando com nove crian\u00e7as pequenas. Mas como levava sua religiosidade muito a s\u00e9rio conseguiu vencer todas as dificuldades, e com o crescimento dos filhos mais velhos estes ajudavam a prover o sustento da fam\u00edlia, trabalhavam muito com madeira, o que mais tarde tornou-se o principal of\u00edcio de alguns de seus filhos, em especial Guido, Ant\u00f4nio e Valentim.<\/p>\n<p>No final do ano de 1952, Giovanni sofreu um acidente quando estava cortando um galho de \u00e1rvore de pl\u00e1tano, ao apoiar-se mal, caiu de uma altura de mais ou menos dois metros ferindo-se de maneira grave internamente, vindo a falecer em 10 de dezembro de 1953.<\/p>\n<div id=\"attachment_50\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/valedonono.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50\" class=\"size-medium wp-image-50\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/valedonono-300x224.jpg\" alt=\"Neste vale ficavam as terras de Giovanni Marco Piovesan\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/valedonono-300x224.jpg 300w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/valedonono-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/valedonono.jpg 1067w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-50\" class=\"wp-caption-text\">Neste vale ficavam as terras de Giovanni Marco Piovesan<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vinda da fam\u00edlia Piovesan ao Rio Grande do Sul. 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