{"id":193,"date":"2014-03-30T13:40:24","date_gmt":"2014-03-30T13:40:24","guid":{"rendered":"http:\/\/liceobr.com\/historia\/?p=193"},"modified":"2014-05-28T00:50:51","modified_gmt":"2014-05-28T00:50:51","slug":"a-bicicleta-do-padre-joao-episodio2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/liceobr.com\/historia\/?p=193","title":{"rendered":"A bicicleta do padre Jo\u00e3o (Epis\u00f3dio2)"},"content":{"rendered":"<p>De posse desta maravilha da tecnologia, o Lino come\u00e7ou a se aventurar cada vez mais longe, n\u00e3o chegou a fazer uma viagem como o primo, mas com certeza rodou muitos e muitos quil\u00f4metros com a bicicleta. Tornou-se quase rotina visitar os tios de Frederico Wesphalen, ficava pouco mais de 40 quil\u00f4metros. Visitar os amigos no Varej\u00e3o ou no Mundo Novo ficou muito mais f\u00e1cil, e \u00e9 claro encomendar botas de trabalho, os famosos coturnos que ele sempre usava, l\u00e1 na Guabiroba do sapateiro Zandon\u00e1.<br \/>\nAqui \u00e9 preciso fazer um par\u00eantesis, a tal bicicleta tinha um sistema de freio muito usado na \u00e9poca o \u201ctorpedo\u201d que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de usar em bicicleta sem marchas e funciona no pr\u00f3prio pedal girando-o para tr\u00e1s, \u00e9 muito pr\u00e1tico e seguro por frear a roda traseira.<br \/>\nNuma destas viagens at\u00e9 o Zandon\u00e1 todo correu bem at\u00e9 a chegada \u00e0 sapataria, feita a encomenda precisava pegar o caminho de volta, mas n\u00e3o foi muito longe e aconteceu um problema mec\u00e2nico, a correia (corrente) rebentou e com ela a possibilidade de subir lomba tamb\u00e9m. N\u00e3o podemos nos esquecer que isto n\u00e3o era problema, pois o Lino estava acostumado \u00e0s bicicletas de pau que n\u00e3o tinham pedal, assim a viagem de volta seria tranquila. Bicicleta com pneus, rolamentos e bem leve ia que era uma beleza, pegava velocidade na descida e subia quase toda a ladeira do outro lado com a embalada. Tudo ia muito bem at\u00e9 a lombinha antes do seu Luiz Moreira, como era um pouco mais forte a bicicleta n\u00e3o subiu, mas isto n\u00e3o era problema, faltava pouco mais de um quil\u00f4metro pra chegar.<\/p>\n<div id=\"attachment_195\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/tra\u00e7ado-antigo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-195\" class=\"size-medium wp-image-195\" alt=\"Sobre uma imagem do Google, tracei o que era a estrada naqueles tempos.  A descida do seu Luiz Moreira t\u00e9 o chatinho do tio Luis foi muito usada alguns anos mais tarde para descermos de carro de lomba.\" src=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/tra\u00e7ado-antigo-300x289.jpg\" width=\"300\" height=\"289\" srcset=\"http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/tra\u00e7ado-antigo-300x289.jpg 300w, http:\/\/liceobr.com\/historia\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/tra\u00e7ado-antigo.jpg 658w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-195\" class=\"wp-caption-text\">Sobre uma imagem do Google, tracei o que era a estrada naqueles tempos. A descida do seu Luiz Moreira t\u00e9 o chatinho do tio Luis foi muito usada alguns anos mais tarde para descermos de carro de lomba.<\/p><\/div>\n<p>Passando o seu Luiz a estrada come\u00e7ava numa ladeira leve de uns trezentos metros, depois uma curva leve a esquerda e ficava mais forte uns cem metros e finalmente tinha uns cinquenta metros bem mais acentuada, a\u00ed vinha o \u201cchatinho do tio Lu\u00eds\u201d uns duzentos metros de estrada plana, uma subidinha de uns cinquenta metros, curva a direita e o \u201cdireit\u00e3o do tio Lu\u00eds\u201d, mais uns quatrocentos metros levemente em declive, depois a \u201csubidinha do seu Artur\u201d, aclive acentuado de uns quarenta metros, depois uma descida acentuada com curva acentuada \u00e0 esquerda no final, mais uma subidinha e estava em casa.<br \/>\nQuem estava acostumado a descer este trajeto de bicicleta de pau, sabia que s\u00f3 precisaria empurrar a bicicleta talvez uns duzentos metros, assim o Lino, assim que passou a casa do seu Luiz Moreira, deu um impulso e montou a magrela que come\u00e7ou a ganhar velocidade lomba abaixo, e foi ganhando velocidade, e ganhando velocidade, chegou ao fim da ladeira, venceu todo o chatinho, a subidinha do tio Luis chegou no direit\u00e3o e nem sinal de diminuir a velocidade, uma verdadeira maravilha, e que adrenalina, a velocidade come\u00e7ou a aumentar de novo no direit\u00e3o e foi a\u00ed que o piloto se deu conta que n\u00e3o podia pedalar&#8230; e nem frear&#8230;<br \/>\n&#8211; Meu Deus! \u2013 depois do direit\u00e3o tinha uma lombinha de nada, depois uma descida forte e uma curva, n\u00e3o ia dar pra fazer a curva naquela velocidade, mais alguns segundos e tinha que tomar uma decis\u00e3o, felizmente a bicicleta perdeu um pouco a velocidade na subida e o piloto se jogou no ch\u00e3o&#8230;<br \/>\nMeio esfolado, mas vivo, chegou \u00a0em casa,\u00a0depois de uns dez minutos empurrando a bicicleta, os dois foram parara na oficina na segunda-feira.<br \/>\nEste epis\u00f3dio \u00e9 fundamental para entender porque ele ganhou o apelido carinhoso de &#8220;Tio Lino.&#8221; At\u00e9 qualquer hora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De posse desta maravilha da tecnologia, o Lino come\u00e7ou a se aventurar cada vez mais longe, n\u00e3o chegou a fazer uma viagem como o primo, mas com certeza rodou muitos e muitos quil\u00f4metros com a bicicleta. 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